A província de Belluno tem a rede de trilhas mais densa da Itália: milhares de quilômetros de caminhos CAI, de passeios de uma hora a travessias de uma semana. Quase tudo é sinalizado com tinta vermelha e branca e um número.
A escala de dificuldade
As trilhas italianas são classificadas em quatro graus, indicados nas placas:
- T — turistico: caminhos largos, pouco desnível, para qualquer pessoa.
- E — escursionistico: trilhas de montanha normais. Bota adequada e preparo para 600–1.000 m de subida.
- EE — para experientes: íngreme, estreito, às vezes exposto.
- EEA — vie ferrate, com cabos e escadas. Exige kit de ferrata e capacete.
Um dia: refúgio e volta
A caminhada clássica de um dia termina em um refúgio. O Rifugio 7° Alpini (1.502 m) é o melhor exemplo: de Case Bortot são cerca de 900 m de desnível e duas horas e meia a três de subida, grau E, acompanhando o riacho pelo Val d’Ardo.
Vários dias: as Alte Vie
As oito Alte Vie ligam refúgio a refúgio por toda a província. A Alta Via nº 1 (Lago di Braies – Belluno, cerca de doze dias) é a mais conhecida; as de nº 4 a 8 são mais silenciosas e técnicas.
Onde você caminha quase sozinho
Val Canzoi, Val del Mis, Val Prampèr, Vette Feltrine: o Parque Nacional em julho e agosto tem menos gente do que as Tre Cime em maio. Veja também dez lugares sem multidão.
Temporada e segurança
Acima de 1.800 m as trilhas ficam sem neve do fim de junho ao início de outubro. Os refúgios fecham no fim de setembro. Cheque sempre a previsão: temporal à tarde, em julho e agosto, é regra e não exceção.
